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Girard-Perregaux ww.tc John Harrison

  • Publicado segunda-feira, 27 de junho de 2011

Em 1707, o almirante inglês Sir C. Shovell cometeu um engano ao estimar a longitude de seus navios de guerra. Como resultado, sua esquadra circundou o arquipélago chamado Scilly Isles, na costa sudoeste da Inglaterra, e naufragou, causando a morte de mais de 2.000 homens, inclusive a do almirante Shovell.

Este desastre, que ocorreu quando a expansão do império britânico através dos mares representava uma importante questão política e econômica da época, levou o governo a instigar a comunidade científica em torno de um único projeto – o cálculo da longitude no mar. Em 1714, o parlamento inglês aprovou a Lei de Longitude, oferecendo uma recompensa de 20.000 libras esterlinas (valor altíssimo para a época), para quem conseguisse encontrar um método de cálculo da longitude de um navio dentro de meio grau, ou 30 km.

As principais mentes da época estudaram o assunto profundamente, dentre eles, o relojoeiro John Harrison, cuja solução ainda trazia a grande vantagem da simplicidade. Sua idéia era utilizar um relógio para medir a diferença de tempo entre o ponto de partida da viagem e a posição do navio. Segundo Harrison, se a Terra completa uma volta em 24 horas, cada hora, portanto representa 15 graus de rotação, ou seja, uma diferença de 15 graus de longitude. Assim, ao medir a diferença de tempo entra a hora no local exato do navio e a hora exata no ponto de partida, a longitude do navio poderia ser calculada. O desafio era, então, criar um relógio que iria manter sua precisão mesmo enfrentando as mais severas condições dos mares.

Produzir este relógio tornou-se a missão principal de Harrison, relojoeiro autodidata, que nasceu em 24 de março de 1693, e era carpinteiro de profissão. Harrison construiu diversos tipos de mecanismos até que, em 1773, após muitos sucessos e fracassos, o desempenho de seu espetacular relógio H-4 foi reconhecido, e parte da recompensa prometida pela Lei de Longitude foi concedida a Harrison.

Após esta breve história sobre a contínua busca da precisão, a Girard-Perregaux faz um tributo a este lendário relojoeiro, acrescentando uma exclusiva criação à coleção ww.tc.

O mapa no dial do Girard-Perregaux ww.tc John Harrison retrata a viagem de William, filho de Harrison, de Portsmouth, na Inglaterra, até Port Royal, na Jamaica. A viagem durou de novembro de 1761 a março de 1762, e destinava-se a testar a confiabilidade do relógio H-4, que era muito menor que seus primeiros protótipos desenvolvidos para calcular a longitude. O H-1, por exemplo, pesava 32,5 kg.

O mostrador do ww.tc John Harrison conta com pintura à mão em esmalte, produzida na própria fábrica da Girard-Perregaux. Após a pintura, o dial é levado a um forno por 1 minuto a 800°C para conferir a aparência de pintura vitrificada. Após o resfriamento, a peça passa por um polimento vigoroso antes de voltar ao forno para uma etapa chamada Dorure, que confere brilho e revela todo o esplendor do esmalte. A viagem de William Harrison é delicadamente indicada por uma linha tracejada em prata, e vai da Europa à América.

O círculo interno com os nomes das cidades traz Portsmouth e Port Royal em azul, e pode ser rotacionado pela coroa em ouro branco na posição 9 horas. Os ponteiros são sutilmente vazados para conferir leveza estática e permitir a visualização perfeita do mapa.

O fundo transparente revela o calibre automático Girard-Perregaux 033G0, amplamente reconhecido por sua excelência e confiabilidade, além de contar com o mecanismo que indica 24 Time Zones. Seu pêndulo em ouro rosa conta com a gravação da data da primeira viagem de testes do H-4, de John Harrison.

A caixa em ouro branco do ww.tc John Harrison mede 41 mm de diâmetro e 11 mm de espessura, com cristal de safira na frente e no verso e resistência até 50 m de profundidade.

O Girard-Perregaux ww.tc John Harrison é uma edição limitada a 50 exemplares numerados.

Preço: US$ 61.000 (sem impostos e frete)

Para mais informações, visite o site: www.girard-perregaux.ch

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